e-Portefólio MIE

Reflexão final

21-02-2012 03:20

Após a conclusão desta Unidade Curricular, o balanço final que faço é bastante positivo, apesar de inicialmente existirem dúvidas relativas à maneira como iria decorrer, devido a nunca me ter debruçado os temas debatidos, julgo ter correspondido positivamente aos conteúdos nela lecionados.

 

Tenho de salientar que através dos conteúdos abordados permitiram-me obter competências no seio da investigação focada no ensino, onde considero que estas aprendizagens realizadas serão de grande utilidade para o desenvolvimento e elaboração do próximo passo deste mestrado, a dissertação de mestrado, e me permitirão futuramente abordar metodologias de investigação na educação de uma outra forma que até aqui desconhecia. Através do desenvolvimento desta UC foi-me possível debruçar, analisar e pesquisar sobre os temas focados destacando o trabalho realizado e as seguintes conclusões:

  • Criação de um e-Portefólio onde fosse enquadrado todo o desenvolvimento desta UC, refletindo criticamente sobre o percurso pessoal e seu enquadramento;
  • Proceder a uma revisão da literatura sobre um dado campo, analisando criticamente a informação pesquisada;
  • Realização de um projeto de uma investigação em Educação recorrendo a um grupo de trabalho colaborativo;
  • Realização de pesquisas e selecionar a informação relevante para os contextos evidenciados;
  • Selecionar e aplicar métodos e técnicas de investigação, tendo em conta os objetivos da investigação;
  • Proceder à análise e interpretação dos dados recolhidos numa investigação;
  • Analisar criticamente o relatório de uma investigação, quer por colegas deste mestrado, quer em literaturas facultadas nas diversas atividades;
  • Adoptar uma postura ética na atividade investigativa.
 
Evidenciando as tarefas especificamente realizadas ao longo deste semestre a MIE, foram de forma diversificada:
  • Leitura e pesquisa individual;
  • Trabalho de grupo, utilizando maioritariamente o skype e fóruns destinados para o efeito;
  • Participação nos fóruns;
  • Criação e atualização de um e-portefólio.

 

Como já vem sendo hábito o trabalho colaborativo é de extrema importância. A criação de um grupo de trabalho, InFiore, com os colegas  Miguel Coelho, Maria Lisete Lapa, Sónia Santos e Susana Fonseca, foi de grande contributo não só para o meu enriquecimento pessoal mas sobretudo para a realização desta UC. Foi uma equipa de trabalho excelente, não só na realização das tarefas que teriam de ser desenvolvidas de forma colaborativa, como na entreajuda demonstrada durante todo o decorrer deste processo.

 

Relativamente à minha prestação ao longo desta UC, considero que não consegui dar o meu melhor devido a inúmeras situações profissionais que ocorreram durante o decorrer desta Unidade Curricular, contudo, penso que de uma forma positiva consegui alcançar os objetivos definidos.

 

Gostaria antes de concluir este portefólio de referir que de todos os temas estudados e analisados o que me criou maior interesse foi sem dúvida este último, a Investigação Aplicada sobre o Desenho (DBR).

 

Só me resta agradecer ao Professor António Moreira pelo apoio constante, respondendo a dúvidas e propondo soluções, que foi extremamente importante para o sucesso de todo o processo durante todo o desenvolvimento desta Unidade Curricular e Colegas, especialmente à Lisete Lapa, Susana Fonseca, Sónia Santos e Miguel Coelho pelo excelente trabalho em equipa desenvolvido.

 

Bom trabalho a todos,

Nelson Sovela

 

Início de uma Investigação Aplicada sobre o Desenho (DBR)...

18-02-2012 01:54

Ao longo desta pesquisa sobre este método de investigação, muitos são as opiniões sobre este tema. De acordo com Collins et al. (2004), a DBR pretende identificar diversas necessidades e questões para o estudo da aprendizagem, destacando:

  • A necessidade de abordar questões teóricas sobre a natureza da aprendizagem num determinado contexto;
  • A necessidade de abordagens para o estudo da aprendizagem nas situações do mundo real, em vez de situações de laboratório;
  • A necessidade de ir além das medidas estreitas da aprendizagem tradicional;
  • A necessidade de obter resultados de pesquisas de avaliação formativa.

 

Para começar uma investigação deste tipo, no site Design-Based Research EPSS, são destacadas as considerações gerais e os passos, que muitas vezes ocorrem simultaneamente ou às vezes numa ordem diferente para a sua implementação.

 

 

Referências Bibliográficas

 

Cobb, P., Confrey, J., de Sessa, A., Lehrer, R., & Schauble, L. (2003). Design experiments in educational research. Educational Researcher

Disponível em: http://inkido.indiana.edu/syllabi/p500/cobb%20et%20al.pdf consultado em 10/02/2012

Investigação Aplicada sobre o Desenho (DBR)

17-02-2012 01:07

Para realizar a anáise ao artigo, foi fundamental pesquisar sobre este novo método de investigação. Investigação Aplicada sobre o Desenho (design-based research) (DBR) é uma nova metodologia de investigação baseada numa forma de melhorar as práticas educativas através de pesquisas prévias, levadas a cabo no terreno, em contexto real, com a colaboração directa de investigadores e aducadores/professores.

 
Segundo Design-Based Research Collective (2003) “design-based research can help create and extend knowledge about developing, enacting, and sustaining innovative learning environments.”
 

Carcaterísticas

As cinco características básicas da DBR, segundo Wang e Hannafin (2005), são: “Pragmatic, Grounded, Interactive, iterative and flexible, Integrative, and Contextual” (p. 7).
 
 
  • Pragmática porque tem como objectivos solucionar problemas reais, criando, através de processos de investigação, tanto ferramentas como teorias;
  • Fundamentada na teoria e no contexto real;
  • Interactiva por requerer a colaboração entre pesquisadores e profissionais de educação; iterativa e flexível porque ao longo da investigação as teorias e intervenções sofrerem constantes mudanças e melhorias;
  • Integradora porque os investigadores utilizam vários métodos e abordagens de investigação;
  • Contextualizada porque os resultados da investigação são relacionados com a concepção do processo através do qual resultados são gerados e os términos com que a investigação é conduzida (Wang & Hannafin, 2005).

 

DBR como um novo conceito de investigação

A DBR não se limita a investigar mas também a propor novas práticas educativas e a apresentar os seus resultados. Segundo Edelson (2002) a DBR pode gerar três tipos de teorias: 
  • Domínio das Teorias, que descrevem as situações de aprendizagem e suas interacções;
  • Quadro de Design, que fornece orientações para um projecto
  • Metodologias do Design, que servem de orientação para a implementação do projecto e pelas suas características iterativas podem servir de base a novos projectos.
 
Podem-se identificar como benefícios da DBR a sua contribuição prática, a contribuição teórica em contextos reais, uma melhor relação entre a teoria e a prática e entre os investigadores e os profissionais, melhorar e gerar conclusões baseadas em evidências sobre a aprendizagem e providenciar um conjunto de ferramentas úteis a investigadores interessados em perceber as variáveis num contexto educacional real.
 
Uma das conclusões a que cheguei na utilização deste tipo de modelo de investigação prendem-se com a ausência de padrões que identifiquem quando um projecto deve ser abandonado, estar sob-conceituado, poder produzir um excessivo número de dados e de análise de dados e a dificuldade em fazer generalizações entre os participantes.
 

Referências Bibliográficas

Design-Based Research Collective. (2003). Design-based research: An emerging paradigm for educational inquiry. Educational Researcher.

Disponível em: http://www.designbasedresearch.org/reppubs/DBRC2003.pdf consultado a 13/03/2012.

 

Edelson, D. C. (2002). Design Research: What we learn when we engage in design. Journal of the Learning Sciences

Disponível em: http://iris.nyit.edu/~kkhoo/Spring2008/Topics/DS/DesignSc-WhatWeLearn_JLSc2002.pdf consultado a 14/02/2012.


Wang, F., & Hannafin, M. J. (2005). Design-based research and technology-enhanced learning environments. Educational Technology Research and Development.

Disponível em: http://www.deepdyve.com/lp/springer-journals/design-based-research-and-technology-enhanced-learning-environments-8xJH4uS0OO consultado em 15/02/2012

 

Problemáticas de Investigação - Análise Design Based Research

16-02-2012 05:25

Enquadramento

No âmbito da unidade curricular de Metodologias de Investigação em Educação, para a realização da atividade 4, foi proposta a análise e discussão de um método de investigação inovador: Design Based Research (DBR).

 

Foram indicadas por parte do docente as questões orientadores de forma a ser elaborada uma reflexão sobre o tema:

1) Quais os aspetos mais inovadores da abordagem apresentada?

2) De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo?

3) Que dificuldades antecipam na sua implementação?

4) Quais as principais implicações/conclusões?

 

Antes de efetuar a reflexão, foi efetuada uma pesquisa sobre este método de investigação, investigação aplicada sobre o desenho (Design Based Research)(DBR) de forma a clarificar e entender quais as bases deste tipo de investigação.

 

Em linhas gerais, este tipo de pesquisa, a DBR, caracteriza-se: pelo foco em problemas educativos complexos situados nos contextos de ensino-aprendizagem; pela colaboração intensa entre pesquisadores e sujeitos envolvidos nas práticas pedagógicas - professores e alunos; pelo desenvolvimento de experiências/intervenções educativas para contribuir na solução desses problemas; pela integração de teorias educacionais, tanto para compreender os problemas quanto para desenvolver intervenções, e pela realização de um processo cíclico de análise, desenvolvimento, avaliação e redesign das intervenções, em que cada ciclo constitui uma oportunidade de pesquisa tanto sobre o próprio desenvolvimento quanto sobre as experiências de ensino-aprendizagem proporcionadas pela intervenção (Wang, Hannafin, 2005).

 

Artigo Seleccionado: 

“Desenvolvimento de um ambiente virtual para o ensino da medicina por uma equipa multidisciplinar: fatores que influenciam a análise do problema educativo” http://www.scielo.br/pdf/icse/2010nahead/aop4310.pdf

Este trabalho relata a negociação de uma equipa multidisciplinar, formada por professores de um curso de Medicina e pesquisadores em Tecnologia Educacional em Saúde, durante a fase de análise do problema educativo, numa atividade de pesquisa baseada em design de um ambiente virtual de aprendizagem – o Ambiente “Vivências”.

 

O objetivo do “Vivências” é explorar os recursos da internet para oferecer, a alunos do curso de Medicina, novos espaços para vivenciarem a experiência de adoecimento e tratamento, a partir de narrativas dos pacientes.

 

Neste estudo, foram identificados e analisados os aspetos que influenciaram a negociação da equipa na definição do problema educativo, dos objetivos do ambiente e da teoria norteadora para o seu desenvolvimento com base no método de investigação aplicada sobre o desenho (DBR).

 

Questões orientadoras

1) Quais os aspetos mais inovadores da abordagem apresentada? 

 

A investigação analisada apresenta como aspetos inovadores caraterísticas de trabalho colaborativo entre investigadores e professores em Medicina, de forma a explorar os recursos de interação e comunicação da Web 2.0, como possíveis caminhos a serem explorados para oferecer, aos alunos, novos espaços para experimentarem e vivenciarem o fenômeno do adoecimento e tratamento em sua diversidade e complexidade (Struchiner, 2008).

 

No artigo analisado o método escolhido foi a “técnica de análise temática, que consiste na classificação do texto em temas, sendo necessário identificar os núcleos de sentido que compõem a comunicação”, assim sendo, esta técnica está dividida em três etapas: “pré-análise, exploração do material e tratamento e interpretação dos resultados”.

 

No processo de construção coletiva verifica-se a existência de três métodos principais, focados nomeadamente no aluno, no ambiente virtual e método de aprendizagem.

 

Este processo de investigação é importante uma vez que nos permite compreender como, quando e porquê, estas inovações do campo educacional funcionam na prática. 

 

 

 

2) De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo?

 

Este método de investigação destaca-se por utilizar um grande conjunto de técnicas e métodos que podem ser comuns às abordagens tradicionais, contudo destaca-se porque se realiza em contextos reais contemplando o máximo de variáveis possíveis de forma a permitir uma análise o mais precisa possível.

 

No artigo selecionado, o problema educativo discutido foi o modelo tradicional da formação médica e a necessidade de se criarem oportunidades pedagógicas que valorizassem a experiência subjetiva dos pacientes como um caminho para transformar a relação médico-paciente.

 

Embora a investigação contemple abordagens mais tradicionais, uma vez que a mesma é baseada em dados reais registados, neste caso, o relato das várias discussões, a experiência, a complexidade e as limitações existentes são evidenciadas e contempladas em toda a investigação:

“as reuniões foram observadas e as discussões gravadas em áudio e, posteriormente, transcritas”…”os dados para a realização desta pesquisa eram as interações entre os participantes, foi realizado um estudo de natureza qualitativa com base no método de análise de conteúdo".

 

Do ponto de vista experimental, é fundamental que exista participação e colaboração de todos os intervenientes de forma a recolher o máximo de fatores envolvidos, o que nem sempre é fácil. Neste artigo, é possível verificar como toda a pesquisa foi delineada assim como a sua abrangência pelos membros pertencentes à equipa de pesquisa:

“Pesquisadores de tecnologia educacional (TE), professores de medicina, web designer, alunos de doutorado e mestrado em TE, e alunos de iniciação científica de biologia, informática e medicina.”

 

Neste campo poderemos dizer que não se aplicam apenas metodologias qualitativas e/ou quantitativas, recorrendo às mesmas sempre que necessário consoante as necessidades e o decorrer da investigação.

 

 

3) Que dificuldades antecipam na sua implementação? 

O desenvolvimento deste tipo de investigação envolve muito tempo, implicando um aumento dos custos, assim como requer interesse e envolvimento por parte de todos os intervenientes.

 

No artigo analisado as “crenças dos pesquisadores foram convergentes, delineando um processo equilibrado de negociação”. Esta característica permitiu o desenvolvimento de um “trabalho marcado pelo consenso, facilitando a compreensão do problema e a construção da identidade coletiva” indispensável para o trabalho em equipa em projetos dessa natureza. Assim sendo, a convergência foi uma característica peculiar deste grupo, porém, isto nem sempre ocorre neste tipo de investigação, tornando-se necessário o enfrentamento dos conflitos para se viabilizar um projeto comum. 

 

 

4) Quais as principais implicações/conclusões?

Neste estudo, parece ser possível concluir-se que, a planificação, construção e implementação da investigação foram bem definidos, realizada através de um trabalho colaborativo entre investigadores e professores, permitindo verificar qual o método mais coerente de implementar o ambiente virtual e a melhor forma a contemplar e aproximar a teoria à prática. De certa forma, este tipo de investigação, pretende compreender de um modo prático como se aprende e quais os meios que garantam que a aprendizagem ocorra de forma correta. O envolvimento de vários domínios, e contornando as dificuldades, como já referido, que possam vir a surgir neste tipo de investigação, este método de investigação procura uma solução baseando-se na prática.

 

Este tipo de pesquisa porém, poderá levar a imensos dados que por vezes são de difícil análise, contudo, na maioria das vezes são dados adquiridos com bastante relevância. Cabe então neste tipo de investigação ter em atenção as conclusões resultantes, uma vez que pretende-se que as mesmas obtidas com o estudo sejam claras tanto para o investigador como para a comunidade envolvente, tendo por base, que os resultados obtidos foram validados através das consequências das experimentações em contexto real.

 

Referências Bibliográficas

ANDERSON, TERRY (2005) - Design-based Research and its Application to a Call Centre Innovation in Distance Education - Canadian Journal of Learning and Technology.

Consultado a 12.02.2012, disponível em http://auspace.athabascau.ca/bitstream/2149/741/1/design_based_research.pdf

 

RAMOS, P. ; STRUCHINER, M. (2011) - Desenvolvimento de um ambiente virtual para o ensino da medicina por uma equipe multidisciplinar: fatores que influenciam a análise do problema educativo.

Consultado em 10.02.2012, disponível em http://www.scielo.br/pdf/icse/2010nahead/aop4310.pdf

Design-Based Research (DBR)

15-02-2012 01:24

No decorrer desta actividade um novo paradigma foi proposto para analisar e efectuar algum estudo, Design-Based Research. Assim sendo, começei por efectuar uma pesquisa que me permitisse enquadrar este novo método e entender qual a sua metodologia.

 

O que é Design-Based Research(DBR)?

Este novo paradigma surgiu para utilizar a pesquisa teórica em contextos de aprendizagem realistas. Aplicada a uma natureza fundamentalmente na pesquisa educacional,  dentro desta abordagem, os investigadores trabalham em parceria com os educadores procurando refinar teorias da aprendizagem através da concepção, estudo e aperfeiçoamento ricos, teoria inovações baseadas em ambientes de sala de aula realistas. in Design Research Based Colletive.

 

Reeves (2000:9) traça uma linha clara entre a pesquisa realizada com os tradicionais objetivos empíricos e que inspirada por metas de desenvolvimento  leva aos "Princípios de Desenho":

 

Actividade 4

30-01-2012 01:48

 

TEMA 4 - PROBLEMÁTICAS DE INVESTIGAÇÃO

No campo da utilização das tecnologias no Ensino/Formação, é frequente que a própria investigação se possa traduzir em alterações profundas.

Para isso, podemos escolher uma vertente de investigação-acção. Mas há uma outra hipótese que permite a criação de projectos de investigação que se traduzem em inovações educativas. Trata-se de um método que podemos intitular Investigação Aplicada sobre o Desenho (design-based research).

Propõe-se, por isso, que cada um procure fazer uma pesquisa sobre este método realizando um resumo de modo a caracterizarmos em traços gerais este método.

Actividade 4 decorrerá em duas fases entre dia 30 de Janeiro e 12 de Fevereiro.

 

Fase 1 - De 30 de Janeiro a 05 de Fevereiro

  • Identificar e escolher um artigo sobre design-based research (DBR).
  • Com base nesse artigo, responda às seguintes questões: 1) Quais os aspectos mais inovadores da abordagem apresentada? 2) De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo? 3) Que dificuldades antecipam na sua implementação? 4) Quais as principais implicações/conclusões?

Fase 2 - De 06 a 12 de Fevereiro

  • Partilha de respostas e debate em grupo no Fórum Conciliar Investigação e Inovação.

Debate Final da Actividade 3

25-01-2012 05:37

 

Na fase final desta actividade tivemos uma semana dedicada ao debate final na qual tivemos que responder a algumas questões que mereceram particular reflexão, nomeadamente:

  • Cuidados a ter durante a realização da entrevista;
  • Como ultrapassar entrevistados pouco cooperantes ou muito divergentes;
  • Dificuldades em estabelecer/rever as categorias de análise;
  • Como garantir que não estamos a sobrepor a nossa "voz" à dos entrevistados qd fazemos a análise.;

Nesta Unidade Curricular foi possível ter uma visão e os métodos de conduzir uma investigação, entrevista, inquérito... e sua interpretação e validação de forma completamente diferente da que anteriormente realizava e implementava com alunos e formandos.

 

Tal como referido pelo Jorge, esta experiência foi sem dúvida enriquecedora, embora já tivesse efectuado alguma investigação no terreno enquadrada em certos contextos educativos com alunos, permitiu-me "experimentar questões muitas vezes não descritas na literatura" e que são por vezes muito importantes para o nosso objectivo.

 

No decorrer desta actividade efetuei algumas pesquisas onde num desses resultados, Ferreira(2003) refere o percurso do trabalho a partir da perspectiva da análise de conteúdo, nas seguintes etapas:

  • Pré-análise, onde se prende por organizar o material, formular hipóteses ou questões norteadoras, elaborar indicadores que fundamentem a interpretação final.
  • Exploração do material, identificando-se como a etapa mais longa e cansativa, onde se efectua a realização das decisões tomadas na pré-análise. É o momento em que os dados brutos são transformados de forma organizada e "agregadas em unidades, as quais permitem uma descrição das características pertinentes do conteúdo", segundo Holsti, Bardin (1979, p. 104).
  • Tratamento dos resultados, onde Bardin (1977) apresenta as possíveis técnicas utilizadas na análise de conteúdo: análise categorial, análise de avaliação, análise da enunciação, análise da expressão, análise das relações e análise do discurso.

 

Em relação à análise de conteúdo gostaria de referir que é considerada por Vergara (2005, p. 15), uma técnica para o tratamento de dados que visa identificar o que está sendo referido a respeito de determinado tema. Podemos verificar também que Bardin (1977, p. 42) qualifica a análise de conteúdo como um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens. Sendo que, a finalidade da análise de conteúdo é produzir inferência, trabalhando com vestígios e índices postos em evidência por procedimentos mais ou menos complexos (PUGLISI; FRANCO, 2005, p. 25).

 

Focando-me nas questões colocadas pelo professor, realmente verifiquei algumas dificuldades na realização desta entrevista e sua análise e que só consegui aperceber-me de tais dificuldades durante e depois de a efectuar, as quais irei relatar e efectuar de uma análise.

 

Cuidados a ter durante a realização da entrevista

É necessário que seja tudo previamente planeado, inclusivé se possível o local, de forma a que o entrevistado tenha a menor presença de estimulações possíveis (visual, sonora, etc.). Esta situação foi verificada nas minhas entrevistas, uma vez que foram realizadas numa sala de professores o que de certa forma interferiu com a entrevista levando a repetir algumas vezes certas questões.

 

Antes de iniciarmos a nossa entrevista devemos indicar ao entrevistado os objetivos, dizendo-lhe que aquele conteúdo é confidencial, etc.

 

Quando iniciarmos a entrevista deverá estar presente a segurança do entrevistador na exposição e controlo na condução da entrevista. Neste ponto, senti que numa das entrevistadas, embora o entrevistado respondesse às questões colocadas, rapidamente começava a divagar com contextos que em nada se enquadravam nos objectivos, assim sendo, cabe ao entrevistador intervir.

 

Durante a entrevista não devemos responder ou induzir respostas às perguntas colocadas, assim como, evitar manifestações que tomem posição ou julgamento de valores no relato ou a respeito do entrevistado, como por exemplo, "concordar ou discordar".

 

Como ultrapassar entrevistados pouco cooperantes ou muito divergentes

Relativamente a esta situação, tal como referido pela Lisete, penso de igual forma, em que o investigador deverá tentar eliminar esta "barreira criando um clima amigável e de alguma liberdade, talvez caminhar para a entrevista mais informal."

Como refirdo atrás a preparação prévia das entrevistas deverá evitar as questões fechadas como "sim ou não", "concordo ou discordo", etc.

 

Dificuldades em estabelecer/rever as categorias de análise

Caso verifiquemos que existe alguma dificuldade em associar as categorias em análise, o entrevistador deverá ouvir e reformular a sua questão de forma a esclarecer o entrevistado.

 

Verifiquei que embora tenhamos pensado e criado um guião previamente e termos contemplado, ou pensado em contemplar todas estas situação, dependendo do entrevistado poderá existir sempre a necessidade de intervirmos nestas situações de forma a obtermos e atingirmos os nossos objectivos.

A nossa intervenção não deverá ser efectuada de uma forma evasiva neste caso.

 

A citação utilizada pelo professor, "Tenham noção que às vezes é muito complicado investigar, porque as pessoas nem sempre tão disponíveis para isso...", foi sem dúvida uma grande dificuldade encontrada!


Não o digo pelo simples facto da disponibilidade para uma entrevista, ou a utilização de gravação de audio ou video, mas também porque em certos temas as respostas são efectuadas de uma forma muito "resumida" e objectiva talvez por alguma insegurança e com o medo de esta ser interpretada como uma grande "idiotice".

 

Como garantir que não estamos a sobrepor a nossa "voz" à dos entrevistados quando fazemos a análise

Neste ponto, penso que acima de tudo o entrevistador deverá ter presente todos os dados recolhidos na entrevista, enquadrando seu contexto com as suas categorias e sub-categorias, validando os indicadores de forma clara focando uma análise com a interpretação dos dados obtidos e nunca por dados possíveis ou não constantes no contexto recolhido.

 

Ainda assim, o trabalho resultante dessa análise deverá ser precisa e clara.

 

Validação inter-investigadores das entrevistas realizadas

25-01-2012 03:31

Enquadramento - Fase 3

 

De acordo com a actividade 3: Análise de dados, e enquadrado na terceira etapa onde nos foi proposto trocar a nossa entrevista e validar a análise realizada com outro colega, visto termos um grupo impar o grupo decidiu analisar duas entrevistas onde apresento a minha validação, bem como algumas considerações sobre as entrevistas das colegas Sónia Santos e Susana Fonseca. 
 
De acordo com Bardin (1977), a intenção da análise de conteúdo é: 
“inferência de conhecimentos relativos bs condições de produção (ou, eventualmente, de recepção), inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não). (...) Se a descrição (a enumeração das características do texto, resumida após tratamento) é a primeira etapa necessária e se a interpretação (a significação concedida a estas características) é a última fase, a inferência é o procedimento intermediário que vem permitir a passagem explícita e controlada de uma b outra.” 
 
De uma forma geral, quanto à transcrição da Entrevista, fizemos todos de forma idêntica, pois pertencemos ao mesmo grupo onde nos regemos pelas mesmas questões e enquadramentos, onde no meu ponto de vista acho que ambas as opções de apresentação estão correctas, independentemente da forma como foram apresentadas. 
 
Quanto à análise de conteúdo que foi efectuada por cada um, embora exista uma certa divergência na interpretação, os conteúdos a meu ver também estão bem validados e evidentes.
 
Assim sendo, disponibilizo a análise que realizei através da publicação do trabalho:
 
 

Análise da Entrevista

16-01-2012 04:17

Enquadramento - Fase 2

Nesta fase da atividade 3, depois de efectuada a transcrição da nossa entrevista, cada um de nós teve de realizar uma grelha que permitisse efectuar a organização da informação para facilitar a sua análise.

 

 

Transcrição da Entrevista

09-01-2012 10:09

Enquadramento - Fase 1

Nesta primeira fase da atividade 3, o objetivo foi recolher informações junto de docentes dos diferentes níveis de ensino, de modo a tentar compreender o que pensa a comunidade educativa das redes sociais, qual o seu nível de envolvimento e que expetativas têm sobre a sua aplicação na aprendizagem.  

 
Esta entrevista foi realizada num espaço escolar e foi gravada em formato áudio de forma a guardar o decorrer da mesma. Tal como referido aquando da concepção do guião, esta entrevista teve uma duração de aproximadamente 30 minutos.
 
A transcrição que se segue, foi registada de acordo com as respostas obtidas enquadrando as mesmas com o guião previamente elaborado pelo grupo InFiore. 

 

Assim sendo, disponibilizo a transcrição da entrevista efectuada utilizando para o efeito o Calaméo para a disponibilizar.

 

 

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