Aspetos fundamentais da avaliação de Recursos Educativos Online (REO)

18-01-2012 04:42

 

Com o aparecimento da Web 2.0 muitos são os recursos que diariamente são colocados nesta grande rede mundial, a internet.

 

Tim O'Reilly (2004) refere que a “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva.”

 

Assim sendo, muitos são os autores que hoje em dia desenvolvem recursos de forma colaborativa ou individual e os disponibilizam para uma partilha activa utilizando este meio de comunicação, a internet. Entre muitos recursos que são possíveis encontrar online, muitos deles são lançados ou disponibilizados num contexto educativo, contudo, muito se tem questionado ao longo dos anos sobre a avaliação dos mesmos, ou quais os critérios a contemplar na sua avaliação para integração num contexto educativo.

 

Em Portugal, de forma a tornar este processo de selecção e avaliação simplificado, surge então através de uma parceria entre o Ministério da Educação e da Universidade de Évora, o projecto com o nome de Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação (SACAUFSEF).

 

“Em síntese, (…) um recurso digital de interesse para a educação e formação é um objecto ou serviço a que se acede através da Internet, que contém intrinsecamente uma clara finalidade educativa, se enquadra nas necessidades do sistema educativo português, tem identidade e autonomia relativamente a outros objectos e satisfaz padrões de qualidade, de acordo com os critérios de avaliação definidos no âmbito do Projecto SACAUSEF.” 

 

Quando nos focamos na avaliação deste tipo de recursos, muitos são os critérios referidos por vários autores. No caso de Costa, F. (2007) refere que quanto à designação de “conteúdos educativos” podemos encontrar na Internet os mais diversos tipos de recursos, sendo que importa numa primeira fase proceder à sua diferenciação de modo a facilitar a definição de critérios e tornar possível a sua avaliação. Nesta primeira análise, poderemos então enquadrar os recursos em três diferentes estratégias de avaliação:

  • Conteúdos expressamente desenhados para apoiar situações estruturadas de aprendizagem;
  • Conteúdos não expressamente desenhados para apoiar situações estruturadas de aprendizagem;
  • Conteúdos não incluídos nas duas categorias anteriores.

No meu ponto de vista este enquadramento será um grande ponto de partida, já que através desta diferenciação pretende-se assimilar a categoria por assim dizer do recurso identificado e focar os critérios específicos ou de acordo com cada enquadramento que serão analisados e classificados posteriormente.

 

Pinto, M. (2005) apresenta um resumo de critérios utilizados para a análise da qualidade dos recursos educativos como pode ser visível na imagem abaixo.   

 

Embora encontremos muitos critérios a implementar numa análise e classificação do recurso, para mim Pinheiro, C. (2010) apresenta no seu trabalho de pesquisa sobre Avaliação de Recursos Educativos Digitais, os conteúdos essenciais que deverão ser considerados na análise do recurso:

  • Tema;
  • Autoria;
  • Conteúdo;
  • Acesso e usabilidade;
  • Desenho gráfico e multimédia;
  • Comunicação;
  • Relação com o utilizador;
  • Custos;
  • Conservação e comunicação;
  • Acessibilidade.

 

Considerações Finais

Para finalizar, podemos então dizer que com a implementação deste tipo de avaliações e classificações dos recursos, os docentes e formadores poderão efectuar uma melhor adequação e integração de recursos no contexto educativo.

 

Os recursos educativos online são de tal forma disponibilizados que podemos encontrar uns mais adequados e vocacionados para o ensino que outros, contudo, podem ser excelentes ferramentas para os metodos de aprendizagem a implementar. Para conseguirmos escolher os recursos que melhor se enquadram no contexto que pretendemos, compete ao educador avaliar ou então recorrer aos sistemas de avaliação existentes de forma a identifcar, classificar e avaliar qual o tipo de recurso que melhor se enquadra nos intentos do docente/formador de forma a seleccionar um recurso que melhor se adeqúe e preencha o maior número de requisitos para a aprendizagem a efectuar.

 

Bibliografia

WIKIPÉDIA, Tim O'Reilly (2004) – WEB 2.0

Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0 consultada em 18.01.2011 acedido em 17/01/2012

 

Ramos, J. L. et al. (2007). Modelos e práticas de avaliação de recursos educativos digitais. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação. 

Disponível em: http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1210161451_06_CadernoII_p_79_87_JLR_VDT_JMC_FMF_VM.pdf acedido a 18/01/2012 em


Costa, Fernando (2007). A aprendizagem como critério de avaliação de conteúdos educativos on line. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação 45-54

Disponível em: http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1210161396_04_CadernoII_p_45_54_FAC.pdf acedido a 18/01/2012

 

Pinheiro, Carlos (2010) – Critérios de Avaliação de Recursos Educativos Digitais

Disponível em: http://www.slideshare.net/ladonordeste/avaliao-de-recursos-educativos-digitais acedido a 21/01/2012

 

Pinto, M. (2005) - Evaluación de la cálida de recursos electrónicos educativos para el aprendizaje significativo

Disponível em: http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1225103966_03_CADERNOII_p25_43_MPpdf.pdf acedido em 21/01/2012

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