Paradigmas da Investigação

21-10-2011 23:30

Nesta unidade curricular pretende-se que se desenvolva a capacidade e eficácia em investigação e a familiarização com os procedimentos metodológicos no campo da Educação.

 

Os métodos e as técnicas de investigação em educação têm como principal função: conhecer a realidade educacional, tendo como base o objecto de estudo, os métodos, sustentados por referentes teóricos, enquadrando o plano de trabalho de investigação ao mesmo tempo que sugem os procedimentos técnicos de recolha e tratamento de informação com os propósitos da própria investigação.

 

Inicialmente começei por efectuar a visulização dos diapositivos da Prof. Alda Pereira intitulados "O Processo de Investigação" que me suscitaram algumas curiosidades. Uma pesquisa sobre a efinição de paradigma, revelou que, "paradigma (...) é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e  pesquisas." (Wikipédia)

 

Na visualização dos diapositivos foi possível identificar 3 tipos de paradigmas:

  • Positivista/normativo ou quantitativo
  • Interpretativo ou qualitativo
  • Crítico

 

"A cada paradigma corresponde uma forma de entender a realidade e encarar os problemas educativos e a evolução processa-se quando surgem novas formas de equacionar as questões impulsionando a que os paradigmas fluam, entrem em conflito na busca de novas soluções para os problemas do ensino e da aprendizagem." (Coutinho, 2006)

 

"O paradigma quantitativo interessa-se essencialmente por controlar e prever os fenómenos, o qualitativo interessa-se por compreender e o crítico por  intervir na situação ou contexto."
 
Através de uma pesquisa o seguinte quadro identifica claramente os três paradigmas aqui referidos, em que reflete um quadro adaptado do grupo de trabalho da Universidade do Minho intitulado Paradigmas de Investigação em Educação: 
 

In http://wiki.ua.sapo.pt/w/images/1/12/Quadro.png

 

Poderemos então concluir que:

  • Paradigma Positivista está livre de valores, e assim sendo, o investigador pode assumir uma posição neutra, de independência.  Utilizam-se e privilegiam-se as técnicas quantitativas derivadas da utilização de questionários, medição por testes, observação sistemática e experimentação. Para a análise dos dados recolhidos são privilegiadas a estatística descritiva e inferencial, características do método quantitativo. Apesar do esforço dos positivistas, muitos autores partilham a impossibilidade e incapacidade deste paradigma para resolver os problemas educativos.
  • Paradigma Interpretativo ou qualitativo "pretende substituir as noções científicas da explicação, previsão e controlo do paradigma positivista pelas compreensão, significado e acção” (Coutinho, 2005), penetrando no mundo pessoal em determinado contexto social. O paradigma interpretativo baseiam-se nos estudos de caso e a pesquisa etnográfica, empregando técnicas qualitativas, descritivas, nas quais o investigador, enquanto participante, se torna no principal instrumento de investigação.
  • Paradigma Sociocrítico opõe-se à tradição positivista e interpretativa que sustenta os paradigmas anteriores e tem como finalidades o emancipar, criticar e identificar potenciais de mudança. Nessa perspectiva podemos afirmar que os princípios ideológicos em que assenta têm como finalidade a transformação da estrutura das relações sociais. Os seus objectivos prendem-se com a análise das transformações sociais e a construção de respostas a determinados problemas que delas surgem. "È com o seu aparecimento que se põe em causa a neutralidade da investigação educacional assumindo-se que esta possui um carácter emancipatório e transformador das organizações e processos educativos"

 

Bibliografia:

WIKIPEDIA, Paradigmas.
Disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma (Consultado em 21 de Outubro de 2011)

 

COUTINHO, C. (2006), Aspectos metodológicos da investigação em tecnologia educativa em Portugal (1985-2000), Univ. do Minho.
Disponível em:http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/6497/1/Clara%20Coutinho%20AFIRSE%202006.pdf  (Consultado em 21 de Março de 2011)

LOPES R., MACHADO D., LIMA C., GONÇALVES S., e PINHEIRO R. (2008/09), Paradigmas de Investigação em Educação,  Univ. do Minho.
Disponível em:http://wiki.ua.sapo.pt/wiki/Paradigmas_de_Investiga%C3%A7%C3%A3o (Consultado em 21 de Outubro de 2011)

 

COUTINHO, C, GIL M., PEREIRA F. (2005), Percursos da Investigação em Tecnologia Educativa em Portugal: Uma abordagem Temática e metodológica a publicações cientificas (1985-2000), Braga, Universidade do Minho
Disponível em:https://woc.uc.pt/fpce/getFile.do?tipo=2&id=1850 (Consultado em 21 de Outubro 2011)

 

Colectânea de Palestras sobre Pesquisa Educacional . Disponível em: http://www.southalabama.edu/coe/bset/johnson/dr_johnson/2lectures.htm (Consultado em 21 de Outubro 2011)

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