Questões analisadas sobre a Actividade 1

01-11-2011 15:52

Esta actividade 1 começou com a análise e compreensão de métodos e paradigmas que envolvem processos de investigação, focando-se especificamente nos processos de investigação em educação.

 

Após a formação do grupo de trabalho foi demonstrado um grande empenho na realização do trabalho proposto, tendo sido à partida delineadas algumas estratégias de forma a obtermos resultados mais rápidamente e de forma eficáz. Esta eficácia também tem em muito a ver com a constante comunicação que o grupo sempre teve na utilização de aplicações sincronas como o Skype para de certa forma manter todos a par das evoluções e pesquisas que cada elemento ia encontrando para dar coesão ao trabalho. Esta ferramenta ajudou muito devido aos diferentes fusos horários e à vida profissional de cada um, permitindo estarmos permanentemente atualizados. 

 

Numa fase inicial optou-se por partilhar as questões e tentar responder de um modo individual. A fundamentação das respostas passava por utilizar como base algumas pesquisas realizadas e também com alguma bibliografia disponibilizada focando sempre que possível a argumentação efectuada.  Após todos termos respondido às questões juntámo-las num documento único e examinámos as diferentes análises chegando no final ás respostas apresentadas. Devido à minha formação e por estar mais familiarizado com este tipo de estrutura, projetei primeiramente um simples fluxograma com as etapas principais começando depois a ser completado à medida que as pesquisas se iam realizando e as discussões "alimentavam" a complexidade do fluxograma. 

 

Perguntas e Respostas Finais

Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?

Um paradigma poderá ser entendido como um referencial para a investigação e apresenta-se através de um conjunto de orientações e que irá traduzir-se na prática o meio de suporte ao estudo. As investigações na educação são suportadas por três grandes paradigmas de investigação cientifica: o positivista, o interpretativo e o sócio critico.

 

Segundo Coutinho, 2006 "A cada paradigma corresponde a uma forma de entender a realidade e encarar os problemas educativos e a evolução processa-se quando surgem novas formas de equacionar as questões impulsionando a que os paradigmas fluam, entrem em conflito na busca de novas soluções para os problemas do ensino e da aprendizagem".


A escolha do paradigma de suporte a uma investigação, é assim, um processo complexo mas o tipo de investigação - centrada no objecto ou no estabelecimento da relação entre o sujeito e o objecto - poderá ser determinante na escolha do paradigma ou na coexistência de mais do que um durante o estudo.

 

Caracterização dos paradigmas:

Paradigma positivista/normativa

No primeiro caso o paradigma positivista/normativa baseia-se num conceito objectivo onde o investigador deverá procurar ser o mais neutro possível evitando interferir no meio/realidade em estudo. É um paradigma que assenta na procura da causa-efeito e onde os mundos físico e social são vistos de forma igual. As investigações que se desenvolvem neste paradigma baseiam-se na previsão, explicação e controlo de fenómenos através da formulação de leis gerais; rejeitando o senso comum. Em termos de educação e quando utilizado este paradigma desenvolve-se regra geral em sala de aula, nomeadamente, em simulações de laboratório e com base em métodos quantitativos, questionários, análises estatísticas e codificação quantitativa. Está normalmente associado a investigações em larga ou média escala.

Paradigma Interpretativo

No paradigma interpretativo, ao contrário do anterior, o papel do investigador é fundamental com o seu envolvimento na procura de padrões e orientações no percurso da investigação, havendo uma grande valorização do seu papel. Neste paradigma o sujeito e o objecto tem em comum o facto de ser em simultâneo "intérpretes" e "construtores de sentidos" procurando-se compreender e descrever o significado das acções dos sujeitos descurando entender as causas (ao contrário do paradigma anterior). O individuo é assim visto como um objecto de estudo. Regra geral este paradigma está associado a investigações de pequena escala e recorre à utilização de técnicas de observação, questionários e às análises conversacional e textual para chegar aos seus objectivos.

Paradigma Crítico

Este paradigma baseia-se em princípios ideológicos e onde a sociedade, grupos e indivíduos são os objectos de estudo havendo participação do investigador. É considerado por muitos autores como o paradigma emancipatório; isto é, de transformação, baseando-se assim numa intervenção activa e crítica na modificação das situações anteriores (procura dos aspectos aparentemente invisíveis mas que serão factores importantes para a essa mudança). Em termos educativos é utilizada para a tomada de decisões recorrendo à investigação avaliativa.



Quais as grandes diferenças entre investigação quantitativa e qualitativa?

Depois de analisarmos alguns estudos e casos de investigação torna-se evidente que as investigações manifestam cada vez mais a presença de ambas as abordagens; em contraste uma da outra; aproveitando as potencialidades que cada uma poderá trazer à ao estudo em causa.

No entanto, existem diferenças entre a investigação quantitativa e qualitativa que apresentamos seguidamente e que tem como base os conceitos gerais apresentados na unidade curricular.

 

 

Diferenças

Abordagem Quantitativo

Abordagem Qualitativo

Tipo de investigação (objectivos)

 

· Investigação objectiva

· Afasta-se do senso comum.

 

· Investigação subjectiva em que os resultados dependem da compreensão dos dados e dos juízos de valor.

 

 

Linguagem utilizada

 

· Formal e impessoal

· Vocabulário baseado na técnica, no estabelecimento de relações e comparações.

 

· Informal

· Vocabulário baseado na compreensão, no descobrir, na evolução e no contexto onde está inserida a investigação.

 

Tipo de intervenção do investigador

 

· Mantém-se independente

 

· O investigador interfere na investigação interagindo com o objecto.

· Parcialidade.

 

Método/resultados

 

 

· Processo dedutivo e na procura causa-efeito.

· Resultados fiáveis com medição rigorosa e controlada através de inquéritos, testes, dados estatísticos – com validação cientifica.

· Resultados generalizáveis

· Investigação orientada para os resultados.

 

 

· Método indutivo, exploratório, descritivo dos dados.

· Regra geral a investigação poderá seguir outro rumo dependo das interpretações do investigador.

· Dados reais e fiáveis utilizando como instrumentos da observação, análise documental, entrevistas.

· Dificilmente apresenta os resultados num contexto generalizável.

· Investigação orientada para os processos.

 


Que métodos se podem definir em investigação educacional?

Desde que o ser humano sentiu a necessidade de entender o mundo exterior e o começou a compreender, começou também a interrogar-se a respeito dos factos da natureza, foi incitado pelo "querer saber" e pelo "querer conhecer". Esta vontade conduziu-nos de certo modo a um "saber fazer". Percorrendo assim novos trajetos que pudessem conduzi-lo ao seu objetivo, nascendo assim a necessidade do método.

Mas que significado tem este método?

 

De acordo com o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, método é: "ordem pedagógica na educação"; "processo racional para chegar a determinado fim"; "maneira de proceder"; "processo racional para chegar ao conhecimento ou demonstração da verdade" (…).

 

As definições e descrições, por nós investigadas, acerca dos métodos a definir são inúmeras e muitas vezes mescladas de um modo pouco claro. Na maioria das vezes deparamo-nos com termos diferentes para discutir as mesmas ideias.

 

Se formos mais exigentes e investigarmos a origem da palavra método, talvez possamos compreender e melhor a definir. Método (méthodos), palavra de origem grega que significa "caminho para chegar a um fim", por outras palavras e segundo Galego e Gomes (2005) este método é

(…) o processo racional através do qual se atinge um fim previamente determinado, o que pressupõe um conhecimento prévio dos objetivos que se pretendem atingir, bem como das situações a enfrentar, recursos e tempo disponível. Trata-se pois de uma acção planeada baseada num quadro de procedimentos sistematizados e previamente conhecidos, podendo comportar um conjunto diversificado de técnicas. (…)

 

Após alguns argumentos analisados será que podemos definir métodos numa investigação educacional? Existe uma fórmula para o sucesso num projeto de investigação?

 

Não existe uma receita, mas aspectos importantes deverão ser considerados:

  • Definir o problema.
  • Recolha de dados.
  • Proposta de uma ou mais hipóteses.
  • Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da (s) hipótese(s).
  • Análise dos resultados
  • Interpretar os dados e tirar conclusões, o que serve para a formulação de novas hipóteses.
  • Publicação dos resultados em monografias, dissertações, teses, artigos ou livros aceitos por universidades e ou reconhecidos pela comunidade científica.
  • Num processo de procura de saberes, é fundamental que os elementos acima mencionados estejam presentes, que haja pesquisa, reflexão, independência, criatividade e rigor.

Como caracterizar um estudo de caso em investigação?

Para dar resposta a esta pergunta é essencial compreender o que é um estudo de caso e o modo em como influi num processo de investigação.

 

Coutinho (2003), refere que quase tudo pode ser um "caso": um indivíduo, um personagem, um pequeno grupo, uma organização, uma comunidade ou mesmo uma nação. Da mesma forma, Ponte (2006) considera que:

"É uma investigação que se assume como particularista, isto é, que se debruça deliberadamente sobre uma situação específica que se supõe ser única ou especial, pelo menos em certos aspectos, procurando descobrir a que há nela de mais essencial e característico e, desse modo, contribuir para a compreensão global de um certo fenómeno de interesse."

 

Estes contextos e definições acerca da descrição de um estudo de caso remetem-nos para paradigmas relacionados com os métodos de investigação. A genuinidade de uma investigação e as "situações específicas" que se pretendem patentear são a chave de todo o processo de pesquisa.

 

É fundamental perceber o "como" e o "porquê" de todo o método e acima de tudo procurar compreender as suas características.

 

A caracterização de um estudo de caso segundo Coutinho & Chaves (2002) pode ser enumerado de acordo com as seguintes características:

- O caso é "um sistema limitado" — logo tem fronteiras "em termos de tempo, eventos ou processos" e que " nem sempre são claras e precisas" (Creswell, 1994. In Coutinhho & Chaves (2002)): a primeira tarefa do investigador é pois definir as fronteiras do "seu" caso de forma clara e precisa.

- Segundo, é um caso sobre "algo", que há que identificar para conferir foco e direcção à investigação.

- Terceiro, tem de haver sempre a preocupação de preservar o carácter "único, específico, diferente, complexo do caso" (Mertens:1998. In Coutinho & Chaves (2002)); a palavra holístico é muitas vezes usada nesse sentido.

- Quarto, a investigação decorre em ambiente natural.

- Quinto, o investigador recorre a fontes múltiplas de dados e a métodos de recolha muito diversificados: observações directas e indirectas, entrevistas, questionários, narrativas, registos áudio e vídeo, diários, cartas, documentos, etc. (Coutinho & Chaves, 2002)


Como começar uma investigação?

Toda a investigação precisa ser planeada. O primeiro passo é definir o que se vai investigar. Isso significa encontrar o que é chamado de problema de investigação. No caso da pesquisa científica, o problema não está ligado a coisas negativas. A investigação deve obedecer aos critérios de coerência, consistência, originalidade e objetivação. É desejável que uma pesquisa científica preencha os seguintes requisitos: "a) a existência de uma pergunta que se deseja responder; b) a elaboração de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta; c) a indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida" (GOLDEMBERG, 1999, p.106).

 

De seguida deve ser definido o objetivo da investigação. Este tem de ter uma fundamentação teórica e organizada.

 

Uma vez definida a problemática da investigação e o motivo que o levam a pesquisá-la, levanta-se informações a respeito de tal problema e como ele pode ser explicado. Procuramos as explicações já existentes e as tentativas de buscar um entendimento mais sistematizado sobre o problema, suas possíveis causas e seus efeitos – nas pessoas, nas instituições e na sociedade.

 

Richardson (1999) sugere uma sequência para elaborar a fundamentação teórica de uma investigação científica:

1. Definir o fenómeno, apresentando algumas interpretações dadas a ele e deixando claro o caminho que se pretende adotar ao longo da pesquisa. 
2. Caracterizar o fenómeno, explicando os elementos que o compõem e o que já foi dito sobre eles;
3. Na conclusão torna-se a fazer referências ao conceito do fenómeno e à sua caracterização, reapresenta os objetivos de sua pesquisa.

O planeamento de uma investigação dependerá basicamente de três fases:

- Fase decisória: referente à escolha do tema, à definição e à delimitação do problema de investigação; 
- Fase construtiva: referente à construção de um plano de pesquisa e à execução da investigação propriamente dita; 
- Fase redacional: referente à análise dos dados e informações obtidas na fase construtiva. É a organização das ideias de forma sistematizada visando à elaboração do relatório final.

O planeamento e a execução de uma pesquisa fazem parte de um processo sistematizado que compreende etapas que podem ser detalhadas da seguinte forma:

1) escolha do tema;
2) revisão de literatura; 
3) justificativa;
4) formulação do problema;
5) determinação de objetivos;
6) metodologia; 
7) coleta de dados;
8) tabulação de dados; 
9) análise e discussão dos resultados;
10) conclusão da análise dos resultados;
11) redação e apresentação do trabalho científico (dissertação ou tese).(BARROS; LEHFELD, 1999).

 

Quais as características de um bom problema de investigação?

Definição de Problema: "UMA QUESTÃO PARA RESOLVER POR MEIO DE PROCESSOS CIENTÍFICOS; DÚVIDA; PROPOSTA DUVIDOSA. FIGURATIVAMENTE, TUDOO QUE É DIFICIL DE EXPLICAR." (Dic. Lelo Univ. 1979)

Um bom problema deve ser formulado sob a forma de uma pergunta - Que respostas esperamos para nossas perguntas? Uma boa pergunta não pode ser ambígua ou equívoca, ela não pode ser interpretada de forma literal nem respondida de forma minimamente informativa. Um bom problema envolve variáveis que podem ser testadas, observadas, manipuladas. O problema deve ser claro e preciso. O problema não deve ter base exclusivamente empírica. O problema deve ser suscetível de solução. O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável.

 

Quais as etapas a percorrer num processo de investigação?

"A ciência, entendida como conhecimento da natureza e exploração desse mesmo conhecimento, envolve três aspectos básicos: uma história, um método de investigação e uma comunidade de investigadores (Kneller, 1980)."

 

Num processo de investigação deve ter-se em conta uma série de factores como ponto de partida, assim sendo devemos analisar o caminho que vamos percorrer, e embora este se faça caminhando, deve fazer-se com cautela e com conta peso e medida.

 

Primeiro temos um caminho, que podemos designar como conceptual, onde teremos as seguintes etapas:

- A escolha do tema, que deve basear-se em critérios de relevância (importância científica e contribuição para o enriquecimento das informações disponíveis), de exequibilidade (ou seja, acesso à bibliografia e disponibilidade de tempo) e de oportunidade (contemporaneidade da pesquisa), - além da adaptabilidade do autor, que já deve ter os conhecimentos prévios sobre o assunto e sobre a área de trabalho proposta (ANDRADE, 1997). Além disso, é importante que a relevância do tema se dirija a três beneficiários: a sociedade, a ciência e a escola (SANTOS, 1999).


- A partir da escolha do tema, e pelas razões supracitadas, a apresentação da justificativa é uma etapa de relevância, pois permitirá a explicação das mais-valias para esta investigação. Será quase como uma reflexão da importância do tema escolhido e da sua pertinência.

 

- Identificar o problema, que é uma questão não resolvida, algo para o qual se vai buscar uma resposta, através da pesquisa. Pode referir-se a alguma lacuna epistemológica ou metodológica percebida, a alguma dúvida quanto à sustentação de uma afirmação geralmente aceite, à necessidade de pôr à prova uma suposição, a interesses práticos ou à vontade de compreender e explicar uma situação do quotidiano (VERGARA, 1997). Para Austin (2005), devemos aceitar como problema de investigação a "proposição acerca de uma situação que requer mais e melhor conhecimento daquela que se tem no instante presente".

 

- Formular a questão sobre o referido problema, pois este deve ser apresentado sob a forma de uma proposição interrogativa que deve expressar aquilo que pretendemos saber sobre o nosso tema.

 

- Delinear os objectivos gerais e específicos da investigação, o que pretendemos atingir. Neste caso os gerais serão mais sintéticos sobre o que queremos alcançar e os específicos mais detalhados. Convenientemente devem começar com verbos no infinitivo, indicando acções que possam ser medidas.

 

- Fazer a revisão da literatura, ou seja, das fontes bibliográficas a utilizar e identificar os seus elementos para posterior referência no texto final. Verificando que aspectos foram já abordados e que lacunas existem que possam ser colmatadas com a nossa investigação. A importância de não ser repetitivo e redundante leva-nos a ter em consideração esta etapa. Goode e Hatt (1969), citados por Gil (1999), enfatizam a importância da teoria para o estabelecimento de generalizações empíricas e sistemas de relações entre proposições.

 

- Definir e fundamentar a metodologia, ou seja, definir a população alvo a ser estudada, o nosso universo de pesquisa, os tipos de pesquisa (quantitativa, qualitativa, mista) os instrumentos que usaremos para recolher dados, entrevistas, questionários e afins e o tipo de tratamento dos mesmos, uma análise quantitativa e qualitativa. E ainda a definição dos termos e variáveis.

 

- Cronograma onde se realizará a descrição temporal das etapas do processo de investigação. Ou seja, o tempo dispendido em cada etapa.
A partir daqui será um processo empírico, de verificação, onde entrarão:

 

- Recolha de dados, sendo que nos quantitativos será a aplicação dos instrumentos de recolha aos indivíduos seleccionados e nos qualitativos a observação e anotação das evidências. Dexter (1970) argumenta que nenhuma investigação deve partir de dados recolhidos de uma só fonte. O autor defende o princípio denominado como triangulação, que implica a recolha de informação "from a diverse range of individuals and settings, using a variety of methods", reduzindo desta forma o risco de nas conclusões transparecerem as limitações da técnica utilizada.

 

- Análise dos dados quantitativos, fazendo o tratamento dos mesmos e dos qualitativos, definindo o procedimento a adoptar para o tratamento.

- Conclusões para a apresentação dos resultados e da interpretação dos mesmos. No contexto do método científico, a elaboração de conclusões corresponde ao corolário lógico da análise dos dados obtidos através da experimentação. Se a hipótese é confirmada, passa a constituir uma conclusão que é aceite; se a hipótese não se verifica então é rejeitada definitivamente (Finley & Pocoví, 2000).

 

- Redacção do Relatório da Investigação, que deve cumprir alguns requisitos essenciais.

 

Como deve ser organizado um relatório de investigação?

A finalidade de um relatório de pesquisa é a de comunicar os processos desenvolvidos e os resultados obtidos numa investigação.

Existem convenções, decorrentes do uso académico, literário e científico, que acabaram por se transformar em normas e em modelos formais que devem ser seguidos.

 

Estrutura dos Relatórios de Pesquisa Científica
Um relatório de pesquisa compreende as seguintes partes:

a) Elementos pré-textuais:

• Capa;
• Folha de Rosto: contém elementos essenciais à identificação do trabalho;
• Índice 
• Índices de quadros, imagens, tabelas
• Agradecimentos;
• Resumo da investigação;

b) Elementos Textuais:

- Introdução: para contextualizar a pesquisa, tendo em consideração aspectos como:

• Problema
• Objectivos
• Definições
• Metodologia
• Hipóteses
• Dificuldades ou Limitações

- Desenvolvimento: para demonstrar e explicitar todo o trabalho de pesquisa efectuado, com enquadramento teórico, métodos e resultados.


- Conclusão: que deve retomar o problema inicial, revendo as principais contribuições da pesquisa, apresentando o resultado final e dando possíveis sugestões para um eventual prosseguimento de estudo;

• Notas: para indicações bibliográficas, observações, definições de conceito ou aspectos complementares ao texto;
• Citações: menções, através de transcrição ou paráfrase, das informações retiradas de outras fontes;

c) Elementos Pós-textuais:

• Bibliografia
• Glossário
• Anexos

 

Apresentação

A apresentação deve ser sóbria e cuidada. 

1. O TEXTO

• O tipo de letra deve ser simples e formal- Devem ser utilizados os tipos de letra Times New Roman ou oArial;
• Para os tipos de letra sugeridos acima, deve ser utilizado o tamanho 12;
• Não convém diversificar os tipos de letra;
• O espaçamento entre as linhas deve ser de um espaço e meio;
• As margens do texto devem ter o tamanho suficiente para permitir uma encadernação adequada.

2. A ESTRUTURA

• Os títulos dos capítulos, secções e subsecções devem ser explicativos, sem serem demasiadamente extensos;
• Estes títulos devem ter as mesmas formatações. 
• Esta lógica deve ser utilizada, também, para os espaçamentos entre títulos;
• Deve evitar-se colocar um título demasiadamente perto do fundo da página;
• O espaçamento entre um título e o texto que se lhe segue deve ser menor que o espaçamento entre o título e o texto que o precede.

3. LEGENDAS E NOTAS

• As figuras devem ser legendadas de maneira uniforme;
• O tamanho das letras das legendas deve ser menor que o do texto;
• O espaçamento entre uma figura e o texto que a precede deve ser menor que o espaçamento entre a figura e o texto que se lhe segue;
• As tabelas devem ter uma formatação uniforme e devem ser de leitura fácil;
• As notas de rodapé ou de fim de capítulo devem ter um tamanho de letra inferior à do texto.

4. CAPA E ENCADERNAÇÃO

• A capa deve conter a seguinte informação:
• Nome da Instituição de ensino;
• Nome do curso;
• Título;
• Subtítulo (se houver);
• Nome, nº, ano e turma do autor;
• Nome do docente;
• Data (com o formato: Lisboa, 20 de Outubro de 2011).

 

Como citar as fontes usadas numa investigação?

Para as citações e referência das fontes bibliográficas, use as normas da APA (American Psychological Association,http://owl.english.purdue.edu/owl/resource/560/02)

 

Citações Básicas APA

Ao utilizar o formato APA, siga o método autor-data quando citar o texto. Quer dizer que o ultimo nome do autor e o ano da publicação deve aparecer no texto, por exemplo (Jones, 1998).

Se está a referir-se a uma ideia de outro trabalho e não está diretamente a citar material ou referência de um livro inteiro, artigo ou outra obra, só tem que fazer referência ao autor e ano de publicação.

Citações no texto, capitulares, discursos, e itálicos/sublinhados

Capitalize sempre substantivos, incluindo nome do autor e iniciais: D. Jones.

  • Ao referir-se ao título de uma fonte no seu trabalho, capitalize todas as palavras mais longas: Permanence and Change. A excepção aplica-se a palavras pequenas, como verbos, pronomes, adejtivos, advérbios: Writing New MediaThere Is Nothing Left to Lose.
  • Ao capitular títulos, faça nas duas palavras com hífen: Natural-Born Cyborgs.
  • Capitalize a primeira palavra depois de um traço ou apóstrofe: "Defining Film Rhetoric: The Case of Hitchcock'sVertigo."
  • Coloque em italico ou sublinhado os títulos de obras extensas como livros, edições de coleção, filmes, documentários, ou álbuns: The Closing of the American MindThe Wizard of OzFriends.
  • Coloque aspas á volta de títulos com pequenas palavras como artigos de jornal, artigos de edições de coleção, episódios de séries de televisão, e títulos de músicas: "Multimedia Narration: Constructing Possible Worlds"; "The One Where Chandler Can't Cry." >

Citações pequenas

Se está a citar diretamente de um trabalho, deve incluir o autor do mesmo, ano de publicação e o número da página onde consta a referência (precedido de "p."). Introduza a citação entre aspas com o último nome do autor seguido da data de publicação entre parênteses.

According to Jones (1998), "Students often had difficulty using APA style, especially when it was their first time" (p. 199).

Jones (1998) found "students often had difficulty using APA style" (p. 199); what implications does this have for teachers?

Se o autor não é nomeado na frase, coloque o último nome, o ano de publicação e o número da página entre parênteses, depois da citação.

She stated, "Students often had difficulty using APA style" (Jones, 1998, p. 199), but she did not offer an explanation as to why.

 

Citações longas

Coloque citações diretas com mais de quarenta palavras num bloco isolado de linhas dactilografadas, e omita as aspas. Inicie a citação numa linha nova, avance 1,5 cm a partir da margem esquerda, ou seja, no mesmo lugar onde iria começar um novo parágrafo. Escreva a citação completa na nova margem, e recue a primeira linha de qualquer parágrafo seguinte. Toda a citação avança 1,5 cm a partir da nova margem. Utilize espaçamento duplo. A referência deve vir entre parênteses após o sinal de ponto final.

Jones's (1998) study found the following: 
Students often had difficulty using APA style,especially when it was their first time citing sources.This difficulty could be attributed to the fact that many students failed to purchase a style manual or to ask their teacher for help. (p. 199)

 

Paráfrase

Uma ideia parafraseada de outro autor deve ter a autoria registada e o ano da publicação, na sua referência. Para além disso as orientações da APA assumem a referência às páginas, embora não seja obrigatório.

 



 

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